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Paulo Abi-Ackel condena situação precária do sistema de saúde brasileiro

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Para tucanos, governo não pode desamparar haitianos que entram no Brasil

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PEC da Música é aprovada em segundo turno pela Câmara

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Mudança na gestão do PAC reforça ineficiência na execução do programa, diz Abi-Ackel

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Na Mídia: Balanço – Abi-Ackel afirma que primeiro ano da gestão Dilma foi marcado por escândalos

Abi-Ackel afirma que primeiro ano da gestão Dilma foi marcado por escândalos (foto: Beto Oliveira)

A presidente Dilma passou o primeiro ano do mandato preocupada em estancar a crise política causada pelas denúncias de corrupção que tomaram conta da Esplanada. Na opinião do líder da Minoria da Câmara, Paulo Abi-Ackel (MG), o governo deixou de discutir assuntos de interesse nacional para apenas se defender das suspeitas de irregularidades. Em discurso no plenário, o tucano destacou que a administração petista não tem um projeto para o Brasil.

Ele mencionou o descaso com a saúde, segurança e educação, a falta de política de combate ao tráfico de drogas e armas, o excesso de medidas provisórias, a escassez de investimento em infraestrutura e a indisponibilidade da base aliada em votar as reformas estruturantes. Abi-Ackel recorda que o descontrole dos gastos públicos é outra mazela da gestão federal.

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Durante o discurso, os deputados Luiz Fernando Machado (SP), Rogério Marinho (RN) e Antonio Carlos Mendes Thame (SP) fizeram intervenções. Machado considerou o PT incoerente. Marinho afirmou que sente enorme prazer ao ver o partido reconsiderar sobre as privatizações. Ele se refere à proposta da presidente Dilma de conceder à iniciativa privada os aeroportos brasileiros. Segundo Mendes Thame, o país encontra-se à deriva, sem rumo e direção. Abaixo os principais pontos do discurso do líder:

Segurança

“Devemos fazer com que o sistema prisional não se transforme em curso de pós-graduação do crime. O sistema carcerário precisa funcionar como meio de ressocialização dos infratores que cometem crimes de menor periculosidade. Pelo cenário atual, não sabemos onde se encontra o perigo: se em casa, nas ruas, escolas, grandes cidades, no interior ou no campo.”

Saúde

“Há cidadãos morrendo na porta de hospitais, sem atendimento. O Brasil encontra-se entre os países que menos investem recursos em saúde. Ocupamos o 143º, entre 192 nações. Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), de outubro, revela que a saúde é apontada como um dos principais problemas para 52% da população.”

Reformas

“É frustrante percebermos o encerramento do ano sem termos debatido as reformas tributária, previdenciária, trabalhista, do Judiciário, sem termos discutido as reformas do Código de Processo Penal, do Código Penal e a Lei de Execução Penal.”

Herança bendita

“Quando assumiu o poder, o governo do PT encontrou a economia saneada, a Lei de Responsabilidade Fiscal, uma boa gestão financeira, programas de políticas sociais em andamento. Mas o partido não conseguiu colocar o Brasil na rota do crescimento consistente.”

Medidas provisórias

“A utilização da chamada medida provisória de forma tão insistente causa preocupação. Trabalhamos de acordo com conveniência do governo.”

Aparelhamento

“O governo petista tem um projeto de poder materializado no aumento contínuo dos gastos públicos e ampla e irrestrita distribuição de cargos. É o aparelhamento da máquina do estado.”

PSDB na Câmara
(Reportagem: Artur Filho / Foto: Beto Oliveira / Áudio: Elyvio Blower)

Postado por Equipe Paulo Abi Ackel, 30 de novembro de 2011
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Na Mídia: Abi Ackel: ‘Aparelhamento do PT foi nefasto para o país’

Entrevista publicada pela Veja Online em 28 de novembro de 2011:

Líder da oposição na Câmara, tucano critica tratamento dado pelo governo ao Congresso e diz que sistema de cooptação da base tem sinais de desgaste – Por Gabriel Castro

Da tribuna, Abi-Ackel rebate discurso do líder do governo e critica gestão petista Líder da oposição na Câmara critica falta de vontade política do governo (foto: Leonardo Prado)

O deputado Paulo Abi Ackel (PSDB-MG) aparece menos do que os líderes do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), e do DEM na Casa, ACM Neto (BA). Mas, oficialmente, o parlamentar mineiro ocupa uma função superior à dos colegas: a de líder da oposição entre os deputados – assim como Cândido Vaccarezza (PT-SP) comanda a base aliada. Ligado ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), Abi Ackel é um pouco menos diplomático do que o parceiro ao apontar a má influência do PT no espaço político brasileiro. Para ele, o uso descontrolado das Medidas Provisórias “é algo funesto para a democracia e para a estabilidade política”. Ackel conversou com o site de VEJA.

O que faz um líder da minoria? O líder da minoria está para a sua representação política como o líder da maioria para a base do governo. Temos o papel de representar em todos os entendimentos de pauta, assim como nos discursos, os interesses e o ponto de vista da oposição. Portanto, em conjunto com o líder do PSDB, do DEM, do PPS e do PSOL, nós fazemos a oposição ao governo federal.

Como é liderar a menor minoria dos últimos anos? Tenho que dividir essa responsabilidade com os líderes das bancadas. Realmente é difícil. Sem dúvida, sentimos muito a força da maioria e nem sempre é possível passar do discurso para um resultado de votação. Mas, com nossos argumentos, temos conseguido tencionar em alguns momentos o debate a ponto de fazer com que a opinião pública tenha um maior conhecimento a respeito das matérias que estão sendo votadas. Temos defendido as prerrogativas do Congresso Nacional num momento em que, com essa enorme maioria, o governo, não enfrentando obstáculo, com certeza estabeleceria uma agenda exclusivamente de acordo com o gosto da presidente da República. É nosso dever defender uma pauta que seja de interesse da sociedade.

Que balanço o senhor faz do desempenho da oposição no primeiro ano de mandato? Foi um ano em que tivemos vitórias. Conseguimos pautar e, em alguns momentos, vencer o governo, como na ocasião da Emenda 29, que pretendia recriar a CPMF. Recentemente, conseguimos impedir que o governo fizesse uso da ampla maioria para desrespeitar o regimento, na tentativa de quebra do interstício na votação da Desvinculação das Receitas da União. Tivemos bons momentos em votações de grande relevo, mas sobretudo na mesa de entendimentos para a pauta do Congresso. Conseguimos criar brechas para votar assuntos que são de interesse da sociedade.

Quais devem ser as prioridades da oposição para 2012? Gostaríamos de ver o Congresso trabalhando com uma pauta de interesse da sociedade, e não apenas do governo. Esse foi um grande problema que o Parlamento teve nesses nove anos: o gigantesco volume de Medias Provisórias, boa parte versando sobre assuntos que não têm relevância e urgência. E muitas tratando de temas diferentes ao mesmo tempo, o que diminui a importância do Congresso. Isso é algo funesto para a democracia e para a estabilidade política. O ideal para seria poder votar algumas das reformas que o governo pode perfeitamente discutir ao em vez de fazer pequenas modificações. Precisamos debater as reformas estruturais: tributária, trabalhista, da Previdência e do Judiciário, sobretudo o que diz respeito aos códigos: penal, de execução penal e de processo penal. E planos: o governo não apresentou planos estratégicos para educação, saúde, segurança pública, combate ao tráfico de drogas e de armas, infraestrutura, o sucateamento da indústria. Outro aspecto, que é uma proposta muito clara que a oposição tem, é a reforma do pacto federativo. É uma enorme frustração para nós, que somos líderes, ao final do ano verificar que não discutimos esses assuntos. Não há uma agenda grande para discutir. A questão é que, para isso, é necessário que o governo tome a iniciativa ou pelo menos permita que o Legislativo não fique sobrecarregado com Medidas Provisórias.

Então o que falta é a vontade política do governo? Não consigo enxergar pertinência no argumento do governo sobre a dificuldade de enfrentar a discussão da reforma tributária num país em que os pobres pagam mais impostos do que os ricos. Hoje, os 10% mais pobres comprometem 33% dos seus rendimentos com tributos, enquanto os 10% mais ricos pagam 22%. Se no primeiro semestre do ano a presidente tem toda a condição política de enfrentar esse tipo de discussão e ela renuncia a esse debate, é óbvio que logo se impõe uma agenda negativa sobre o governo. Foi o que aconteceu. A agenda de denúncias acabou tomando conta. Foi importante para constatar que esse aparelhamento promovido pelo governo do PT foi nefasto para o país. Mas gastamos energia ouvindo ministros e funcionários do governo que estavam no centro das denuncias de corrupção. Estamos perdendo muito tempo por causa disso.

Por que o bloco PSDB-DEM-PPS tem perdido espaço? Falta um discurso forte? É preciso não perder de vista que, embora a oposição tenha na Câmara um número reduzido de parlamentares, tivemos nas eleições presidenciais cerca de 44% dos votos. Foi o que teve o nosso candidato no embate direto com Dilma. Essa enorme diferença é também uma decorrência do modelo lamentável adotado pelo governo petista de aliança com os demais partidos em troca de feudos no governo, o que atrai deputados para a base. Isso é lamentável sob todos os aspectos. Exatamente porque temos promovido este debate, denunciado essa pressão sobre o Congresso, é que temos a impressão de que esse modelo começa a ter um enorme desgaste. Seguramente, a maior atenção da imprensa a esses feudos e essa forma de governar o país com o aparelhamento da máquina estão resultando num enorme desgaste para o governo.

O discurso do PSDB não é muito parecido com o do PT? Isso é natural, até porque o PT adotou muitas bandeiras do PSDB. É natural que em alguns pontos existam convergências. Mas temos muitas diferenças. Em primeiro lugar, não concordamos de forma alguma com o aparelhamento do estado. Em segundo lugar, temos discutido muito a questão ética, que está pontuada em diversos aspectos, mas sobretudo na necessidade de respeito entre os poderes, o que não vem existindo como gostaríamos. No governo do PSDB, em hipótese alguma isso ocorreria, como não ocorreu no governo FHC.

A adesão de deputados ao governo por interesses atrapalha muito o trabalho da oposição? Isso é lamentável. É um período ruim da política nacional. O número muito grande de partidos permite esse tipo de composição. Temos plena consciência de que isso acontece. Há uma atração dos deputados para o governo com a perspectiva de pagamento de emendas. É um modelo que está falido, contra o qual temos lutado muito. No governo do PSDB, que nós esperamos que seja o próximo governo brasileiro, não poderemos aceitar esse modelo. Teremos que fazer um sistema cuja condição elementar para a nomeação do ministro não seja o partido, mas sim a biografia, o conhecimento, a capacidade de gestão, a eficiência. Precisamos de grandes estadistas sentados na cadeira de ministro e não de ministros representando partidos como se fossem donos de feudos partidários.
A divisão de forças do PSDB entre paulistas e mineiros vai pender para Minas em 2014? O senador Aécio Neves começa a se tornar um candidato natural à Presidência da República pelo belo trabalho que fez como governador, o bom trabalho que está fazendo como senador e porque tem, realmente, uma enorme simpatia dos membros da bancada. Percebo o mesmo no Senado. Mas temos grandes nomes. Não é hora de decidir sobre candidaturas. Penso que essa é uma decisão que devemos tomar até 2013. E torço, até por ser mineiro, que Aécio esteja em boas condições de disputar a eleição pelo PSDB.

Aécio Neves tem sido criticado pela postura branda em sua passagem pelo Senado. É uma tentativa de construir caminhos para 2014? Discordo desse ponto de vista de que o Aécio não foi um opositor firme. Tenho visto as declarações dele e, ao contrário, vejo que seu discurso tem uma enorme eficiência. Ele pode não cometer excessos de linguagem, mas tem um discurso altamente eficiente: aponta onde o governo está errando e apresenta soluções. É o papel do opositor. Ninguém apresentou uma alternativa para a malha viária do país a não ser ele, que defende uma proposta de transferir para os estados a manutenção das estradas federais e a consequente transferência dos recursos da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Ele apresentou um discurso muito claro sobre o pacto federativo, teve uma oposição muito firme na questão dos royalties do petróleo e tem apresentado um ponto de vista crítico em relação ao aparelhamento da máquina. Tem feito críticas diretas à forma de gestão da presidente da República. Ele está tendo um posicionamento irrepreensível. É que se espera, às vezes, algo mais estridente do opositor.

O PSDB, afinal, é de centro, esquerda ou de direita? De centro, tradicionalmente de centro-esquerda. Como temos posições muito claras, não há nenhuma discussão em torno de questões programáticas. Estamos bem situados no nosso discurso interno em relação a isso. Não há risco de sermos confundidos com um partido que possa estar ultrapassado na sua identidade, na sua questão programática.

Postado por Equipe Paulo Abi Ackel, 28 de novembro de 2011
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Abi-Ackel condena excesso de Medidas Provisórias que atrapalham Legislativo

Em discurso na tarde desta quinta (22) na Câmara dos Deputados, o líder da Minoria na Casa, deputado federal Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), fez duras críticas ao Poder Executivo que, para ele, reincide sistematicamente no desrespeito à dinâmica do processo legislativo e no atropelo do Congresso Nacional em função de interesses momentâneos da Presidência da República.

“Nunca é demais assinalar que essa não é uma questão secundária, mas uma distorção significativa de nosso sistema constitucional. O princípio fundamental da divisão de Poderes é posto em causa quando o Poder Legislativo se vê colocado em segundo plano no exercício de sua tarefa prioritária, a de legislar”, rechaçou o parlamentar.

Segundo Abi-Ackel, prerrogativas como a edição de medidas provisórias e o instituto da urgência se justificam pela necessidade de dotar o Poder mais ágil de alguma capacidade de reação legislativa imediata, quando situações excepcionais o exigirem. Nada mais que isso. “A tramitação legislativa conduzida atropeladamente pelo Poder Executivo não é apenas ilegítima, ela leva à produção de leis ruins, pelas quais, muitas vezes, o Congresso acaba sendo responsabilizado. Além disso, matérias relevantes para setores sociais menos visíveis são esquecidas quando o Congresso é deslocado de seu papel prioritário na produção de leis”, argumentou.

Abi-Ackel pediu empenho dos parlamentares à apreciação da PEC 11/2011, do senador Aécio Neves, que altera o procedimento de apreciação das medidas provisórias. De acordo com as modificações feitas no novo texto, já aprovado pelo Senado, a Câmara passa a ter 80 dias para analisar as MPs e o Senado, 30 dias, restando 10 dias para que os deputados possam analisar eventuais emendas dos senadores; a admissibilidade das MPs ficará a cargo da Comissão de Justiça (CCJ) de cada Casa, podendo haver recursos ao Plenário, quando a comissão julgar que a MP não atende aos pressupostos de urgência e relevância; e a proibição do contrabando inserido nas matérias, impedindo que uma medida provisória trate de mais de um tema.

“Gostaria de acreditar que o governo, depois de um período inicial de aprendizado, mudará, por iniciativa própria, a situação vigente. Mas não vejo razões para tanto otimismo. Teremos de ser nós, o Congresso Nacional, a afirmar nossa dignidade constitucional contra um Executivo invasor”, concluiu o líder.

Postado por Equipe Paulo Abi Ackel, 22 de setembro de 2011
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Na Mídia: Plenário aprova programas de apoio a famílias em extrema pobreza

Diário Tucano, 14 de setembro de 2011

Diário Tucano
14 de setembro de 2011

Postado por Equipe Paulo Abi Ackel, 14 de setembro de 2011
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