Publicado no Jornal Estado de Minas
05 de agosto de 2011


Na Mídia: Paulo Abi-Ackel condena situação precária do sistema de saúde brasileiro http://t.co/GgXx8AYq
Paulo Abi-Ackel alertou em 2010 falta de planejamento na distribuição dos recursos para catástrofes http://t.co/H4qv2y72
@celecarba obrigado! Li, porém discordo. Oposição cumpre bem o seu papel. Leia artigo da VEJA de 24/12 páginas 214/15 sobre o assunto. Abs.
Acrescenta à Lei nº 5.478 de 25 de Julho de 1968, que regulamenta a ação de alimentos, o art. 24-A para dispor sobre a inclusão, em Serviços de Proteção ao Crédito, daquele que deixar, sem justo motivo, de pagar a pensão alimentícia judicialmente fixada.
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PEC da Música é aprovada em segundo turno pela Câmara
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Mudança na gestão do PAC reforça ineficiência na execução do programa, diz Abi-Ackel
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Balanço – Abi-Ackel afirma que primeiro ano da gestão Dilma foi marcado por escândalos
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Da tribuna, Abi-Ackel rebate discurso do líder do governo e critica gestão petista
Na mídia – Jornal Valor Econômico 4 de Agosto de 2011
A base governista, e até mesmo a oposição, blindaram ontem o ministro da Agricultura, Wagner Rossi (PMDB), durante seu depoimento na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados acerca das denúncias de corrupção envolvendo a Pasta. A proteção ganhou força após a intervenção do líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), em que acusou o governo militar e o antigo PFL de terem dado origem ao patrimonialismo, corrupção e fisiologismo no país.
“O PFL [atual DEM] esteve no governo militar, um governo corrupto. Não queremos receber lição de moral deles sobre honestidade, fisiologismo e patrimonialismo. Eles têm muito a dizer porque participaram disso na origem”, disse o petista, após discurso do líder do DEM, ACM Neto (BA). Ele tirou a responsabilidade de Rossi no episódio, acusou o atual governo de aparelhamento do Estado e a presidente Dilma Rousseff de responsável pelas suspeitas de corrupção no governo. ACM Neto tem se aproximado do PMDB para garantir apoio do partido na disputa pela Prefeitura de Salvador em 2012.
Feita no início da sessão, a declaração do petista insuflou os demais parlamentares, que acabaram por compartilhar os questionamentos ao ministro com elogios à sua gestão e sua rápida decisão de demitir o ex-presidente da Conab, Oscar Jucá Neto, irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Além de fazerem a defesa dos militares e ataques ao PT.
“Comparecer aqui é uma atitude que demonstra sua seriedade, ministro. Não tenho nenhum propósito de criar pirotecnia e estabelecer um embate ideológico e partidário. Mas é triste que alguns tentem desqualificar o debate de que corrupção e fisiologismo foi criado em outros governos”, afirmou Domingo Sávio (PSDB-MG). “Me incomodaram as palavras do líder do PT. Acho que disse isso porque os ministros do partido dele não tomam a atitude como a sua de vir até aqui. Saio convencido de que suas declarações foram absolutamente esclarecedoras”, disse Moreira Mendes (PPS-RO).
Da base, o mais enfático foi o deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS): “Queria que o deputado estivesse aqui presente para que não se fale essas impropriedades. Quando chamou governos militares de corruptos foi leviano. Temos [o ex-ministro da Fazenda do regime militar] Delfim Netto, papa da economia, vive hoje de consultoria, não enriqueceu no governo como outros que fizeram consultarias. [O ex-ministro dos Transportes do governo Médici] Mário Andreazza abriu estradas e morreu pobre. É preciso fazer essa correção.”
O próprio Rossi pareceu não concordar com as críticas. Após a fala de Teixeira, elogiou a postura da oposição desde que assumiu o ministério. “Todos têm sido excelentes”, afirmou. Também falou bem de um dos ministros da Justiça do regime militar, Ibrahim Abi-Ackel, pai do líder da minoria, Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), presente à sessão: “Pode se orgulhar do seu sobrenome. Conheci e admirei seu pai.” E ainda declarou: “Precisamos ter o respeito pelo outro. Jamais levantei uma acusação pessoal contra qualquer integrante de partidos adversários. Esse respeito humano é muito importantes.”
Sobre as denúncias em si, os questionamentos mais fortes foram do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Ele questionou, por exemplo, quem nomeou Oscar Jucá, exonerado do cargo após realizar um pagamento irregular da Conab a uma empresa. Em decorrência de sua saída, concedeu uma entrevista à revista “Veja” em que aponta todo o Ministério da Agricultura como um centro de corrupção. Também quis saber se o ministro iria processá-lo, se ofereceu a ele cargo em troca do seu silêncio e por quantas vezes se reuniu com ele.
Rossi disse que foi o senador Jucá que indicou o irmão, negou negociar seu silêncio, esteve com ele três vezes – a última para demiti-lo – e que pensa em processá-lo. No geral, refutou todas as acusações e avaliou que Jucá Neto transformou um problema administrativo em político. “Ele tenta transformar um caso estritamente administrativo, em que ele foi pego em infração gravíssima, ele quis transformar em caso político. Quis jogar todo mundo no mesmo saco. No saco em que ele está.”
Jornal Valor Econômico
04 de agosto de 2011
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Durante audiência pública com o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, deputados do PSDB cobraram explicações sobre as denúncias de corrupção feitas pelo ex-diretor da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) Oscar Jucá Neto. O debate, realizado na Comissão de Agricultura, não esclareceu todas as questões dos parlamentares.
Para o líder tucano na Câmara, Duarte Nogueira (SP), é necessário checar as informações dadas pelo ministro e cobrar punição dos envolvidos. “A oposição vai verificar o nível das irregularidades, qual foi o dano gerado para o erário e se as pessoas afastadas não têm culpa em relação aos problemas que geraram dentro do ministério, em especial na Conab”, apontou. O deputado acredita que a dúvida ficou no ar e ainda precisa ser respondida pelo ministro.
Nogueira questionou Rossi acerca do processo da Renascença contra a Conab, que gerou a polêmica sobre o pagamento de R$ 8 milhões para a empresa. Segundo o líder, a Conab não exerceu o direito de recorrer da sentença até o fim. “Ela foi derrotada em primeira instância e não recorreu. É muito estranho para um gestor público não ir até o último recurso para defender o interesse público”, completou.
O líder tucano defendeu a CPI da corrupção. “Essa é a nossa meta. Mas não existe CPI sem pressão da sociedade. O papel do PSDB é mostrar as irregularidades. É preciso mudar o modo de agir com a conduta ética e técnica da gestão pública. Portanto, além de afastar quem agiu na irregularidade, é preciso punir, verificar o dano causado e pedir o ressarcimento aos cofres públicos daquilo que foi desviado”, cobrou.
O líder da Minoria, deputado Paulo Abi-Ackel (MG), contestou os discursos de Cândido Vaccarezza (PT-SP) e Paulo Teixeira (PT-SP), que atribuíram à oposição a intenção de transformar as denúncias em palanque político. “Lembro aos líderes do governo que é papel da oposição fiscalizar, cobrar explicações das autoridades a respeito de eventuais irregularidades e, ao contrário das alegações, interessa uma agenda positiva”, afirmou.
Segundo o parlamentar, não há crise política e sim institucional. “Crise política haverá se os órgãos de controle detectarem irregularidades e o governo se recusar a adotar as medidas para coibi-las”, disse.
Fonte: Diário Tucano
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Brasília, 3 de Agosto – O líder da Minoria, deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB), contestou energicamente os discursos dos líderes Cândido Vaccarezza e Paulo Teixeira durante a audiência pública com o ministro da Agricultura Wagner Rossi que atribuíram à Oposição a intenção de transformar as denúncias de corrupção em palanque político e de paralisar o governo.
“Lembro aos líderes do governo que é papel da Oposição fiscalizar, cobrar explicações das autoridades governamentais a respeito de eventuais irregularidades e, ao contrário das alegações, interessa uma agenda positiva do Executivo de modo que o Parlamento possa com ela contribuir em benefício da sociedade”, afirmou Abi-Ackel.
Segundo o líder da minoria, não há crise política e sim uma crise institucional. “Crise política haverá se os órgãos de controle detectarem irregularidades e o governo se recusar a adotar as medidas para coibi-las. Espero que Vossa Excelência traga as explicações a respeito das denúncias de irregularidades em órgãos vinculados ao Ministério da Agricultura para detectar se há outros elementos (funcionários) que possam no futuro praticar atos danosos como os que foram denunciados”, disse.
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